Esta última semana trouxe consigo o sabor da impermanência de uma forma mais premente. A Lucinda, uma amiga muito especial, morreu, e eu mesma, de uma certa forma, também morri. Que o local da cerimónia da "minha morte anunciada" fosse iguamente o local de uma devoção particular da Lucinda, o Menino Jesus de Praga, foi mais uma daquelas coincidências que dão mais sentido (ou não) a tudo o que acontece. Tempo de mudança, de mudar de nome, de mudar talvez algo mais. Em todo o caso, agora vou recomeçar como Cœur Pur. E celebrar a vida.
Novo endereço: Chimalis
Quarta-feira, Março 05, 2008
Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008
És a luz
Hoje partiu a Lucinda, uma grande amiga e praticante, um ser muito bonito e íntegro, que nos inspirava a todos. A sua luz continua a inspirar-nos.
ATTA DIPA és a própria Luz
VIHARATHA confia em ti
ATTA SARANA em nada mais
ANANNA SARANA
DHAMMA DIPA o Dharma é a Luz
DHAMMA SARANA confia no Dharma
ANANNA SARANA em nada mais
ATTA DIPA és a própria Luz
VIHARATHA confia em ti
ATTA SARANA em nada mais
ANANNA SARANA
DHAMMA DIPA o Dharma é a Luz
DHAMMA SARANA confia no Dharma
ANANNA SARANA em nada mais
Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008
Veio hoje no JOGO
Os ciclos da Semente
Aproveitei ter comprado pela primeira vez na vida o Jogo para ler um artigo muita bem escrito sobre "el comandante" (Fidel), de uma jornalista nossa conhecida :) Ultimamente tenho apanhado vários documentários na televisão sobre Cuba, e a excelência da Medicina cubana foi o tema do último. Não cheguei a ouvir o Fidel quando ele esteve cá no Norte. Disseram-me que cá ele "botou" um discurso telegráfico: demorou 3 horas.
"Um ‘blog’, um ‘site’, uma loja ‘online’, um curso. A comunidade gerada no Grande Porto (e no país) em torno do culto das ervas aromáticas e das pequenas culturas biológicas cresce a olhos vistos. O que normalmente não me comoveria muito se, ainda esta semana, uma amiga minha não houvesse trazido do Ikea umas sementes de basílico, semeado aquilo num vaso e ficado chateada por, nessa mesma noite, ainda não ter nascido nada. Decididamente, precisamos de voltar à terra. Vá a www.raizes.org, www.cantinhodasaromaticas.pt ou www.blogdoquintal.blogspot.com e inscreva-se no curso de Ideias Sustentáveis. De Março a Junho, a € 15 a sessão. Há muita gente a ganhar dinheiro e prestígio à custa de uma certa ideia de “ambiente”. Não é o caso. E, quando não é o caso, é nobre." Joel Neto, o Jogo
Aproveitei ter comprado pela primeira vez na vida o Jogo para ler um artigo muita bem escrito sobre "el comandante" (Fidel), de uma jornalista nossa conhecida :) Ultimamente tenho apanhado vários documentários na televisão sobre Cuba, e a excelência da Medicina cubana foi o tema do último. Não cheguei a ouvir o Fidel quando ele esteve cá no Norte. Disseram-me que cá ele "botou" um discurso telegráfico: demorou 3 horas.
Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
Se for possível, manda-me dizer
Se for possível, manda-me dizer:
- É lua cheia. A casa está vazia -
Manda-me dizer, e o paraíso
Há de ficar mais perto, e mais recente
Me há de parecer teu rosto incerto.
Manda-me buscar se tens o dia
Tão longo como a noite. Se é verdade
Que sem mim só vês monotonia.
E se te lembras do brilho das marés
De alguns peixes rosados
Numas águas
E dos meus pés molhados, manda-me dizer:
- É lua nova -
E revestida de luz te volto a ver.
Hilda Hilst
- É lua cheia. A casa está vazia -
Manda-me dizer, e o paraíso
Há de ficar mais perto, e mais recente
Me há de parecer teu rosto incerto.
Manda-me buscar se tens o dia
Tão longo como a noite. Se é verdade
Que sem mim só vês monotonia.
E se te lembras do brilho das marés
De alguns peixes rosados
Numas águas
E dos meus pés molhados, manda-me dizer:
- É lua nova -
E revestida de luz te volto a ver.
Hilda Hilst
Hoje quis recordar isto
The Tao that can be told is not the eternal Tao;
The name that can be named is not the eternal name.
'Nothingness' is the beginning of heaven and earth.'
Oneness' is the mother of everythings.
Ever desireless, one can see the mystery.
Ever desiring, one can see the manifestations.
These two spring from the same source but differ in name;
this appears as darkness.
Darkness within darkness.
The gate to all mystery.
—(Gia-Fu Feng & Jane English, 1972).
The name that can be named is not the eternal name.
'Nothingness' is the beginning of heaven and earth.'
Oneness' is the mother of everythings.
Ever desireless, one can see the mystery.
Ever desiring, one can see the manifestations.
These two spring from the same source but differ in name;
this appears as darkness.
Darkness within darkness.
The gate to all mystery.
—(Gia-Fu Feng & Jane English, 1972).
Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008
Mais fotos :)
No Quintal, a Mónica colocou mais umas fotos do mini-curso de cozinha vegetariana :) Na última sessão, como estava bom tempo, almoçámos cá fora. Fantástico! Depois aproveitei a boleia da Leonor Moreira para ir conhecer o Cantinho das Aromáticas. Não resisti a uma caixa cheia de plantas (incluindo esteva, só por causa da nostalgia dos montes algarvios)!
Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
Sábado, Fevereiro 09, 2008
Cozinha vegetariana
Hoje tivemos a última sessão do mini-curso de introdução à cozinha vegetariana que realizei no Quintal. Fotos das sessões :) Nas fotos, um menu de tofu, legumes salteados, arroz terra. A repetir
Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008
O amor leva tempo
Por motivos profissionais estive a ler um dossier sobre o sentido do amor que apareceu na Máxima (muito bem feito por sinal!). Nele está incluído um apontamento sobre amor e marcas que achei piada ler (e nele faço sempre uma paragem quando chego ao ponto "o amor leva tempo" - wow, é tão verdade! e por isso mesmo agora parece ser mais difícil - não temos tempo para o tempo)
Amor e marcas
• Kevin Roberts, CEO mundial da agência de publicidade Saatchi & Saatchi, defende que o amor é o caminho para as empresas
• Num cenário em que as marcas perderam a sua essência, achou que o amor era a única maneira de aliviar a febre emocional e criar novos tipos de relacionamentos de que as marcas precisavam
• Lançou o conceito de Lovemarks, que não são propriedade dos fabricantes, dos produtores, das empresas. São das pessoas que as amam
• Baseou-se na sua experiência e na sua intuição, mas também em seis verdades sobre o amor:
1. Os seres humanos precisam de amor. Senão, morrem
2. Amar significa mais do que gostar muito
3. O amor diz respeito a corresponder, aplica-se a um sentir intuitivo, delicado
4. Quem e o que amamos é o que importa
5. O amor leva tempo
6. O amor não pode ser comandado ou exigido
Amor e marcas
• Kevin Roberts, CEO mundial da agência de publicidade Saatchi & Saatchi, defende que o amor é o caminho para as empresas
• Num cenário em que as marcas perderam a sua essência, achou que o amor era a única maneira de aliviar a febre emocional e criar novos tipos de relacionamentos de que as marcas precisavam
• Lançou o conceito de Lovemarks, que não são propriedade dos fabricantes, dos produtores, das empresas. São das pessoas que as amam
• Baseou-se na sua experiência e na sua intuição, mas também em seis verdades sobre o amor:
1. Os seres humanos precisam de amor. Senão, morrem
2. Amar significa mais do que gostar muito
3. O amor diz respeito a corresponder, aplica-se a um sentir intuitivo, delicado
4. Quem e o que amamos é o que importa
5. O amor leva tempo
6. O amor não pode ser comandado ou exigido
Terça-feira, Fevereiro 05, 2008
Ainda sobre o "Eu, vegetariano"
Ainda a propósito da reportagem Sic/Visão de Janeiro:
Viva,
No contexto do programa 100% vegetal que foi transmitido ontem pela Sic, hoje de manhã tomei a iniciativa de enviar uma mensagem à médica que acompanhou o jornalista-cobaia, à equipa de jornalistas da SIC e a mesma com conhecimento à Associação Vegetariana Portuguesa. Entretanto, vendo a quantidade de iniciativas neste sentido, decidi partilhar a minha carta com os outros que também viram naquele programa um exercício de pseudo-jornalismo sensacionalista caçador de audiências que se aproveitou de um preconceito antigo.
A saber:
- O Centro Vegetariano
- A Associação Pelos Animais
A quem desejar manifestar a sua opinião, ficam os contactos:
Dr.ª Isabel do Carmo, Hospital de Stª Maria, Equipa de Endocrinologia - hospitaldesantamari a@hsm.min- saude.pt
Equipa de Reportagem: Director (Alcides Vieira) e Jornalista (Raquel Marinho) - atendimento@ sic.pt
Deixo abaixo a minha mensagem, entretanto corrigida depois de ter acesso às análises mais detalhadas feitas ao 'cobaia'. Um abraço verde, estaladiço, cozido a vapor, que até pode ter falta de B12 (não tem) mas não se deixa levar por preconceitos.
Rita
------------ --------- --------- --------- --------
Exm.ªs Sr.s,
Envio este email ao cuidado da Dr.ª Isabel do Carmo de Hospital de Stª Maria, dos responsáveis pelo programa Grande Reportagem da Sic e da Associação Vegetariana Portuguesa.
Escrevo-vos na qualidade de Bióloga, e bastante desagradada com o que vi na Grande Reportagem 100% Vegetal, ontem, Domingo dia 13 de Janeiro. A médica nutricionista que acompanhou o percurso do jornalista prestou um serviço de desinformação que, saído da boca de um representante da classe médica no horário nobre, contribuiu para convencer ainda mais a sociedade portuguesa a não ter uma alimentação variada.
Tendo visto o programa com atenção, fiquei com a clara sensação que a informação foi apresentada de maneira tendenciosa.
Os resultados das análises apresentados no final do programa referiam-se a níveis de nutrientes como a vitamina B12, o Ferro e o Zinco. Não foi feito nenhum exame ao Cálcio, que tem tendência a ser maior numa dieta vegetariana devido ao aumento de ingestão de vegetais de folha verde que, com excepção dos espinafres, são os alimentos com maior quantidade de Cálcio biodisponível. Sendo crença comum (mas não necessariamente verdade) que o Cálcio é um nutriente muito importante,
a não inclusão de análises ao Cálcio no programa vegetariano parece-me tendenciosa. A apresentação em particular dos níveis de nutrientes que desceram e não dos parâmetros que melhoraram (com excepção do colesterol) também foi tendenciosa: não é preciso ser médico para pegar na folha das últimas análises que fizémos e ver que os parâmetros que são normalmente usados como indicadores do nosso estado de saúde não foram mencionados (passo a citar: tipos de eritrócitos, tipos de linfócitos que caracterizam o sistema imunitário, triglicéridos, análise bioquímica e colorimétrica da urina).
Além disso, tenho a apontar que como nutricionista, a médica escolhida para o acompanhamento devia estar informada de que mandar analisar os níveis de B12 só indica quanta B12 ingerimos nos dias anteriores e não o estado do nosso corpo em relação a esse nutriente: o nosso fígado tem capacidade de armazenar vitamina B12 em quantidades que dão para
nos sustentar vários anos, e os parâmetros que deve ser mandado analisar para avaliar se temos carência de B12 são os que caracterizam o estado do fígado, o tamanho e a velocidade de sedimentação das hemácias e dos neutrófilos (um tipo de glóbulos brancos), que na falta de B12 são produzidos com um tamanho anormalmente grande e geram uma doença chamada anemia megaloblástica. outro método ainda mais fiável de detectar a falta de vitamina B12 no organismo é a análise aos
parâmetros do fígado: dosagem de ácido metilmalónico (MMA) e homocisteína (Hcy), enzimas do fígado que dependem directamente da B12. Níveis baixos de B12 no sangue podem simplesmente significar que bebemos muita água e ela já saiu sob a forma de urina.
Da mesma maneira, para avaliar se há carência de Ferro manda-se analisar o nível de hemácias (glóbulos vermelhos) e fazer uma prova de esforço que deve ser comparada com uma prova de esforço feita antes do início do regime vegetariano. A falta de Ferro provocaria uma menor capacidade de fixação de oxigénio pelas hemácias e uma performance muito inferior na prova de esforço. Apesar destes parãmetros não terem sido mencionados, como nutricionista, a médica que participou na grande reportagem devia ter explicado ao jornalista-cobaia que basta incluir beterraba na dieta para que os níveis de Ferro se mantenham óptimos.
Espero que tenham em conta a minha opinião e que não surjam mais reportagens que, apesar de apresentadas cheias de boas intenções, depois revelam-se destinadas a justificar preconceitos já existentes.
Sem mais de momento,
Ana Rita Varela
Bióloga
Vegetariana desde Setembro de 1997, e com análises dentro dos parâmetros considerados "normais"
------------ --------- --------- --------- --
CORRECÇÃO POSTERIOR, colocada no site do artigo "Eu, Vegetariano" (http://aeiou. visao.pt/ Actualidade/ Sociedade/ Pages/vegetarian o.aspx):
Acabei de verificar na infografia que os níveis de homocisteína estavam bem melhores depois da dieta vegetariana do que antes.... afinal o senhor ganhou maior capacidade de armazenar B12 no fígado e tem-o a funcionar melhor. A Sr.ª Dr.ª nutricionista não estudou isto ou não se actaliza desde que tirou o curso?
Viva,
No contexto do programa 100% vegetal que foi transmitido ontem pela Sic, hoje de manhã tomei a iniciativa de enviar uma mensagem à médica que acompanhou o jornalista-cobaia, à equipa de jornalistas da SIC e a mesma com conhecimento à Associação Vegetariana Portuguesa. Entretanto, vendo a quantidade de iniciativas neste sentido, decidi partilhar a minha carta com os outros que também viram naquele programa um exercício de pseudo-jornalismo sensacionalista caçador de audiências que se aproveitou de um preconceito antigo.
A saber:
- O Centro Vegetariano
- A Associação Pelos Animais
A quem desejar manifestar a sua opinião, ficam os contactos:
Dr.ª Isabel do Carmo, Hospital de Stª Maria, Equipa de Endocrinologia - hospitaldesantamari a@hsm.min- saude.pt
Equipa de Reportagem: Director (Alcides Vieira) e Jornalista (Raquel Marinho) - atendimento@ sic.pt
Deixo abaixo a minha mensagem, entretanto corrigida depois de ter acesso às análises mais detalhadas feitas ao 'cobaia'. Um abraço verde, estaladiço, cozido a vapor, que até pode ter falta de B12 (não tem) mas não se deixa levar por preconceitos.
Rita
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Exm.ªs Sr.s,
Envio este email ao cuidado da Dr.ª Isabel do Carmo de Hospital de Stª Maria, dos responsáveis pelo programa Grande Reportagem da Sic e da Associação Vegetariana Portuguesa.
Escrevo-vos na qualidade de Bióloga, e bastante desagradada com o que vi na Grande Reportagem 100% Vegetal, ontem, Domingo dia 13 de Janeiro. A médica nutricionista que acompanhou o percurso do jornalista prestou um serviço de desinformação que, saído da boca de um representante da classe médica no horário nobre, contribuiu para convencer ainda mais a sociedade portuguesa a não ter uma alimentação variada.
Tendo visto o programa com atenção, fiquei com a clara sensação que a informação foi apresentada de maneira tendenciosa.
Os resultados das análises apresentados no final do programa referiam-se a níveis de nutrientes como a vitamina B12, o Ferro e o Zinco. Não foi feito nenhum exame ao Cálcio, que tem tendência a ser maior numa dieta vegetariana devido ao aumento de ingestão de vegetais de folha verde que, com excepção dos espinafres, são os alimentos com maior quantidade de Cálcio biodisponível. Sendo crença comum (mas não necessariamente verdade) que o Cálcio é um nutriente muito importante,
a não inclusão de análises ao Cálcio no programa vegetariano parece-me tendenciosa. A apresentação em particular dos níveis de nutrientes que desceram e não dos parâmetros que melhoraram (com excepção do colesterol) também foi tendenciosa: não é preciso ser médico para pegar na folha das últimas análises que fizémos e ver que os parâmetros que são normalmente usados como indicadores do nosso estado de saúde não foram mencionados (passo a citar: tipos de eritrócitos, tipos de linfócitos que caracterizam o sistema imunitário, triglicéridos, análise bioquímica e colorimétrica da urina).
Além disso, tenho a apontar que como nutricionista, a médica escolhida para o acompanhamento devia estar informada de que mandar analisar os níveis de B12 só indica quanta B12 ingerimos nos dias anteriores e não o estado do nosso corpo em relação a esse nutriente: o nosso fígado tem capacidade de armazenar vitamina B12 em quantidades que dão para
nos sustentar vários anos, e os parâmetros que deve ser mandado analisar para avaliar se temos carência de B12 são os que caracterizam o estado do fígado, o tamanho e a velocidade de sedimentação das hemácias e dos neutrófilos (um tipo de glóbulos brancos), que na falta de B12 são produzidos com um tamanho anormalmente grande e geram uma doença chamada anemia megaloblástica. outro método ainda mais fiável de detectar a falta de vitamina B12 no organismo é a análise aos
parâmetros do fígado: dosagem de ácido metilmalónico (MMA) e homocisteína (Hcy), enzimas do fígado que dependem directamente da B12. Níveis baixos de B12 no sangue podem simplesmente significar que bebemos muita água e ela já saiu sob a forma de urina.
Da mesma maneira, para avaliar se há carência de Ferro manda-se analisar o nível de hemácias (glóbulos vermelhos) e fazer uma prova de esforço que deve ser comparada com uma prova de esforço feita antes do início do regime vegetariano. A falta de Ferro provocaria uma menor capacidade de fixação de oxigénio pelas hemácias e uma performance muito inferior na prova de esforço. Apesar destes parãmetros não terem sido mencionados, como nutricionista, a médica que participou na grande reportagem devia ter explicado ao jornalista-cobaia que basta incluir beterraba na dieta para que os níveis de Ferro se mantenham óptimos.
Espero que tenham em conta a minha opinião e que não surjam mais reportagens que, apesar de apresentadas cheias de boas intenções, depois revelam-se destinadas a justificar preconceitos já existentes.
Sem mais de momento,
Ana Rita Varela
Bióloga
Vegetariana desde Setembro de 1997, e com análises dentro dos parâmetros considerados "normais"
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CORRECÇÃO POSTERIOR, colocada no site do artigo "Eu, Vegetariano" (http://aeiou. visao.pt/ Actualidade/ Sociedade/ Pages/vegetarian o.aspx):
Acabei de verificar na infografia que os níveis de homocisteína estavam bem melhores depois da dieta vegetariana do que antes.... afinal o senhor ganhou maior capacidade de armazenar B12 no fígado e tem-o a funcionar melhor. A Sr.ª Dr.ª nutricionista não estudou isto ou não se actaliza desde que tirou o curso?
Quinta-feira, Janeiro 31, 2008
Terça-feira, Janeiro 29, 2008
Domingo, Janeiro 27, 2008
Terça-feira, Janeiro 15, 2008
Meditação nas escolas

O Sagarapriya foi hoje falar sobre meditação na escola de Sto Tirso, a convite do clube de meditação. O clube começou há cinco anos atrás, sob a iniciativa da nossa amiga Manuela Oliveira. Desde então o clube foi crescendo, e agora há meia dúzia de professoras a orientar outros tantos horários de meditação. Fiquei impressionada, agradavelmente impressionada. O Sagarapriya falou para três turmas, em duas sessões de 45 min., e depois ainda foi convidado pelo prof. de Moral e Religião a falar com os alunos do 12º desta disciplina. Essencialmente falou da meditação como entrar em relação consigo mesmo, ser amigo de si mesmo. Falou de estar no momento presente, de como só podemos ser felizes no presente. Quando falou a um amigo de ir falar com "os putos", esse amigo comentou "que bom, os putos andam muito perdidos". Talvez esse amigo é que estivesse muito perdido, só não o sabia. Os adultos frequentemente já não sabem que andam perdidos. É preciso parar para reparar nisso.
Quinta-feira, Janeiro 10, 2008
Mãos de tesoura
Custa pensar que a única forma de eduardo não se magoar, nem magoar os outros, é pelo afastamento, que eduardo-mãos-de-tesoura só pode viver numa mansão lá no cimo, distante de todos, e que só lhe resta exprimir o seu amor através da arte.


Quarta-feira, Janeiro 09, 2008
Mini-curso de cozinha vegetariana
Esta introdução à cozinha vegetariana consta de três sessões:Datas: Sábados 19, 26 de Janeiro e 9 de Fevereiro das 10h30 às 14h30
Programa do curso: noções de base sobre vegetarianismo - aprender a conhecer e cozinhar os cereais, as proteínas (o seitan, o tofu, as leguminosas), as algas, os legumes… com receitas da cozinha vegetariana internacional.
Formadora: Margarida Cardoso. Trabalhou durante cerca de 7 anos em cozinha vegetariana e pastelaria dietética nos restaurantes Pirâmide (Porto), Tsampa e Paradoxe (Bruxelas), pertencentes à comunidade da Escola do Budismo Tibetano Ogyen Kunzang Chöling; geriu o restaurante biológico L’Autre Table, na Maison de l’Écologie, em Namur. Organiza conferências, workshops, cursos e retiros relacionados com a filosofia budista e áreas de desenvolvimento pessoal. Tem orientado cursos de meditação e cozinha vegetariana.
Preço das 3 sessões: €75 (inclui a refeição)
Local: Quintal, eco-shop, Rua do Rosário, 177 Porto
Inscrições e informações: tlf 222 010 008 ou por email: mail@quintalbioshop.com
Possibilidade de dar continuidade ao curso para quem o desejar
Segunda-feira, Janeiro 07, 2008
Soltar
Let Go: a Buddhist Guide to Breaking Free of Habits, é o tema do livro e do retiro que Martine Batchelor vai orientar em Gaia. No último retiro que organizámos, com o prof. Ricardo Sasaki, na passagem de Ano, acentuou-se o cultivar de Sati, a atenção plena (tradução mais corrente), ou vigilância (uma tradução provavelmente mais correcta); como por acaso, o retiro do próximo fim-de-semana, "Libertando-se dos hábitos" dá continuidade a esta prática, acentuando o soltar, o largar. De uma certa forma, tudo se resume a isso.
Sexta-feira, Janeiro 04, 2008
Todas as tuas palavras falaram de amor
Ontem todas as tuas palavras falavam de amor
E eu fiquei assim
Tão prenhe de ti
Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
Segunda-feira, Dezembro 24, 2007
Um bom ano... sem fumo... e com bom coração:)
Provavelmente a melhor notícia para mim deste fim de ano é aquele anunciozinho que agora muitos estabelecimentos agora têm: de acordo com a lei tal e tal, a partir de 1 de Janeiro é proibido fumar no estabelecimento. Claro que em relação à lei anti-tabaco há algumas reservas, mas de qualquer forma já há algo a mexer. E isso é bom. Fico sempre perplexa sobre o quanto muitos fumadores acham fumar algo "natural" que podem fazer em qualquer lado, em qualquer momento.Lembro-me de muitos episódios quase caricatos, se não tristes. Depois de voltar de Bruxelas, há mais de dez anos atrás, vivi em Faro durante 1 ano e meio. Tenho muito boas memórias de Faro, de coisas simples e fantásticas como sair de casa para ir ver o pôr-do-sol sobre o cais da ria. Nessa altura o meu filho tinha 5 anos e frequentemente levava-o para o jardim, sobretudo aquele em frente à marina de Faro, que tem baloiços para as crianças. Uma manhã estava sentada num dos bancos em frente ao parque das crianças, a ler um livro (possivelmente) enquanto o meu filho brincava. Como ainda era de manhã cedo o jardim estava apetecível mas praticamente deserto. Senta-se depois um homem de idade ao meu lado. E, claro, puxa de um cigarro para fumar. Como acontece em 90% dos casos (no meu caso, deve rondar os 100%), o vento estava a favor... de eu apanhar com o fumo todo. Nessa altura todos os bancos estavam vazios, talvez tenha escolhido aquele em que eu estava sentada porque estava ao sol. Aguentei aquela fumarada algum tempo, até achar que não tinha de aguentar. Pedi-lhe educadamente se poderia mudar de lugar, porque o fumo me estava a incomodar. Respondeu-me indignado: "Com tantas senhoras que fumam, logo eu tinha de dar com esta!". Achei sempre estranho ter quase de pedir desculpas por não ser fumadora e fazer o papel da má da fita. Estranho mesmo. Mas mesmo assim a minha consciencialização deste problema foi maior quando ouvi o Cláudio, o empregado do café onde frequentemente tomamos o pequeno-almoço, exclamar: já bastam quatorze anos a engolir o fumo dos outros!
Domingo, Dezembro 16, 2007
Solidariedade
Um pedido do CREU:
necessitam-se livros de qualquer tipo (biografias, poemas, ficcção, clássicos, romances, científicos, etc.) para a biblioteca da UHSA (Unidade Habitacional Santo António, no Porto, que é um centro de detenção de imigrantes que aguardam repatriamento)! Podem ser livros usados, mas em boas condições. (deixar no Creu ao cuidado do FAS):
além disso, a igreja de Ramalde está a fazer recolha de material informático em bom estado, roupas, livros, etc. para missão humanitária na Guiné. Quem tiver algo com que possa contribuir, passe na Igreja de Ramalde, Porto...
necessitam-se livros de qualquer tipo (biografias, poemas, ficcção, clássicos, romances, científicos, etc.) para a biblioteca da UHSA (Unidade Habitacional Santo António, no Porto, que é um centro de detenção de imigrantes que aguardam repatriamento)! Podem ser livros usados, mas em boas condições. (deixar no Creu ao cuidado do FAS):
além disso, a igreja de Ramalde está a fazer recolha de material informático em bom estado, roupas, livros, etc. para missão humanitária na Guiné. Quem tiver algo com que possa contribuir, passe na Igreja de Ramalde, Porto...
mais um espaço
Gosto do conceito, uma livraria onde se pode tomar um café ou um chá, e fui visitar a nova livraria Leitura no Centro Comercial Cidade do Porto. Claro que perdi logo a cabeça com um par de livros. É pena que estas ideias levem tanto tempo a chegar cá :)
Terça-feira, Dezembro 04, 2007
ainda sobre as Conversas da Terra
O Pedro fez um pequeno resumo do nosso encontro no blog Be the change you want to see. Atenção ao link para o Eco Natal :) (bem, uma vez na vida apareço na foto! :)Segunda-feira, Dezembro 03, 2007
conversas de tlm

Durante o almoço do curso de cozinha vegetariana, não sei a que propósito, a conversa derivou para os telemóveis. Cada um acabou por falar da sua relação com o telemóvel. Descobrimos que a maior parte dos presentes não gostava do telemóvel, por vezes não atendiam as chamadas e em todo o caso não atendiam em determinadas situações – se estivesse ocupados, a trabalhar, se estivessem com outras pessoas, num jantar, etc, que não gostavam das mensagens de voz e frequentemente não as ouviam, em contrapartida era mais fácil enviar sms.
Em contrapartida, percebemos que há pessoas que adoram o telemóvel, telefonam por tudo e por nada e podem passar “horas” ao tlm, e muitas dessas pessoas não enviam sms, se não forem atendidas deixam mensagens de voz. Parece-nos haver já uma zona de dificuldades de comunicação entre estes dois grupos he he :)
Conversas

O autocarro estava demorado. Disse que se eu a acompanhasse não se importava de ir a pé, que a conversar o tempo passava num instante. Disse que tinha ido arranjar o cabelo, que quando era nova era desleixada, não é que fosse propriamente desleixada, as pessoas diziam que tinha uma cara simpática e ela deixava-se levar por isso. Mas agora tinha mais cuidado. Uma mulher com o cabelo arranjado e os sapatos bonitos já estava bem. Insistiu em dar-me a morada da cabeleireira, na rotunda da Boavista. Por 22 euros tinha lavado, cortado e pintado o cabelo. As unhas foram 4 euros. Estava com pressa porque o pai estava à espera para almoçar. Quando chegasse a casa a primeira coisa que faria era pôr água a ferver, cozia uma batatinhas num instante. O pai era tudo o que lhe restava, o pai e um irmão deficiente que iria visitar logo à tarde. No Natal estariam só os três, era essa a família dela. A vida era só casa e trabalho. O pai tinha trabalhado imenso, tinha começado aos treze anos, e reformou-se aos 55, não por invalidez, mas por já ter os anos de trabalho para a reforma. Mas depois foi procurar um emprego e trabalhou até agora, quase aos 80. Só parou porque teve uma pneumonia. Ela não tinha amigos, nunca tivera amigos. No início, quando fora para a função pública, há catorze anos atrás, fora uma grande alegria, o trabalho era uma segunda família. Agora as coisas estavam diferentes. As pessoas eram invejosas, cada uma pensava só em si. E tinham de andar em cima dos professores, marcar logo falta, não era como antigamente. Ela era bipolar, essa doença de que se fala muito, mas olhe que há também uma professora a trabalhar que também é bipolar. Tinha de tomar sempre medicamentos, quando tudo estava bem, como agora, não havia problemas, mas em certas alturas era muito mau, tinha depressões, queria suicidar-se. Tinha de tomar sempre os medicamentos. Moro aqui. Nestes prédios, somos quase vizinhas.
As nossas penas

Usei uma meditação com arquétipos astrológicos para tentar ir mais a fundo numa determinada questão pessoal (e interior) e durante essa meditação, uma meditação guiada ou auto-guiada, oferecemos à figura arquetípica um presente. O presente que imediatamente vi foi uma pena. O resto do da “viagem” levou-me a algo que poderia chamar de uma regressão, mas que poderia bem ter outra explicação, uma espécie de encenação simbólica de padrões por sua vez simbolizados pelos aspectos planetários do meu tema. A encenação passava-se numa ilha, um pouco como a ilha do Paul et Virginie (pois, já sei, esta série é muito antiga :). Mas também era a viagem para a ilha, de barco, a dor, a dor da escravidão, de estar submetida a alguém, a dor da separação dos que amamos, o medo. Também o medo de algures não ser o escravo mas o traficante de escravos. Para além da dor e do medo, inesperadamente (ou não), descobri a raiva e o ódio, o desejo de libertação.
Embora tenha compreendido as várias etapas desta “viagem interior”, a imagem de oferecer uma pena foi intrigante, não conseguia perceber o que poderia significar. Geralmente para estas clarificações consulto o Dictionnaire des Symboles, de Jean Chevalier e Alain Cheerbrant (pulicado em Portugal pela Teorema) e assim fiquei a saber que a pena, no xamanismo, está associada aos rituais de ascensão e de clarividência e adivinhação. Por outro lado, em inúmeras civilizações, está ligada ao simbolismo lunar e representa o crescimento da vegetação (ver, por exemplo, a associação penas-cabelos-fertilidade ligada ao simbolismo ascensional nos índios norte-americanos). Contudo, embora achasse muito bonito, pessoalmente não me disse nada. E passaram umas duas semanas.
Estava recentemente a reler After the Ecstasy, the Laundry, de Jack Kornfield, pegando num excerto aqui e ali. Reli também a história de Ícaro e Dédalo, embora estivesse farta de a conhecer. Dédalo era o mais inteligente dos artistas e artesãos da época, mas depois de construir o famoso labirinto a pedido do rei Minos, caiu em desfavor e este aprisionou-o com o filho Ícaro no labirinto. Dédalo arranjou uma forma de escapar, construindo asas com as penas de gaivotas que pacientemente acumularam, e colando-as com a cera das velas. Quando tudo estava pronto, Dédalo avisou o filho para não voar demasiado alto, pois o sol poderia derreter a cera. Contudo, inebriado pelo voo, Ícaro esqueceu os conselhos do pai e imaginou que poderia tocar o céu. Mas rapidamente o calor derreteu a cera e ele caiu como uma folha no mar e afogou-se, deixando algumas penas na água.
Nesta altura da leitura houve um click, a imagem destas penas a flutuar na água. E percebi que o que tinha oferecido fora a minha humildade (ou o meu orgulho).
Nesta altura da leitura houve um click, a imagem destas penas a flutuar na água. E percebi que o que tinha oferecido fora a minha humildade (ou o meu orgulho).
Quarta-feira, Novembro 28, 2007
Para ti
Terça-feira, Novembro 27, 2007
Livros a partir de um euro
Cerca de sete mil livros (com destaque para a literatura infantil e juvenil), com preços a partir de um euro, vão estar à venda na Festa das Letras, organizada pela editora Arca das Letras, de 24 de Novembro a 24 de Dezembro, na baixa do Porto, nas instalações da Arca das Letras, não sei exactamente onde.
A Festa das Letras decorrerá todos os dias, incluindo sábados e domingos, entre as 10h00 e as 18h00. O dia 1 de Dezembro, será dedicado à poesia de Miguel Torga, com actores convidados para declamar poemas.
Entretanto inscrevi-me no Freecycle.
A Festa das Letras decorrerá todos os dias, incluindo sábados e domingos, entre as 10h00 e as 18h00. O dia 1 de Dezembro, será dedicado à poesia de Miguel Torga, com actores convidados para declamar poemas.
Entretanto inscrevi-me no Freecycle.
Segunda-feira, Novembro 26, 2007
Conversas sobre os elementos
No domingo foi uma oportunidade para conversas da terra: na UBP. Foi bom, não só a oportunidade de partilhar, mas também as pequenas sementes - ideias para "fazer"... para já, uma oficina de presentes de Natal... reciclados, marcada para 9 de Dezembro.
Sexta-feira, Novembro 16, 2007
O caminho do Bodhisattva
A frase é mais ou menos assim: "Tive fome e deste-me de comer, tinha sede e deste-me de beber, tinha frio e cobriste-me, estive só, fizeste-me companhia, estive preso, foste visitar-me." Há pessoas que têm este efeito em nós.
Quarta-feira, Novembro 14, 2007
curar o mundo
Uma história contada por Shingan (Francis Chauvet) no retiro deste de fim-de-semana: La sanación de tu mundo comienza en tí
Quinta-feira, Novembro 08, 2007
o repouso do guerreiro
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